Apenas um espelho
Algumas pessoas me procuram para desabafar e contar segredos ocultos de sua existência,
Vem atém mim com palavras doces, suaves, amargas ou falsas,
Eu no entanto as trato conforme o merecimento.
Algumas gostam outras nem tanto. Mas o que posso fazer?
Sou apenas um espelho.
O espelho plano em que a megera se olha aflita.
Triste por ver a velhice refletida em sua face outrora angelical.
O espelho em que se olha e se enxerga os próprios defeitos.
Não se assuste se ver a morte ou a dor. É apenas retrato de você mesmo.
No entanto se olhar para mim e ver luxúria e erotismo, esse então sou eu mesmo.
Afinal sou apenas um espelho.
Autoria: Néliton Oliveira Santos
Data da ultima revisão: 12 de Agosto de 2011 - 11:40 horas
Este poema é parte da obra: Memórias de um Vampiro.
Todos os direitos reservados, Lei Federal número 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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do conteúdo parcial ou total deste conto.
Contato com o autor: nelitonoliveira@hotmail.com

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